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27/2/26

Gama Glória Partner Tiago Aires Mateus publishes on energy policy, AI and the nuclear debate

In “Apagão, transição e tabu nuclear” (“Blackout, Transition and the Nuclear Taboo”), Tiago argues that access to stable, secure and predictable electricity is rapidly becoming a structural condition for attracting investment in AI-driven infrastructure. The opinion article in the February 2026 print edition of Advocatus magazine tracks how energy policy, artificial intelligence, and system resilience are settling into place as three points in a triangle of strategic interdependence.  

Global electricity demand from data centers is projected to rise sharply in the coming decade, likely doubling by 2030 and only speeding up from there. Major technology companies already identify energy availability as the principal bottleneck to scaling artificial intelligence. Hyperscalers are therefore increasingly supporting nuclear technologies — particularly Small Modular Reactors (SMRs) — as part of a strategy to secure reliable, low-carbon baseload power.

At the same time, European ambitions for AI leadership are unfolding against mounting grid constraints, and the fabric is straining its seams – as the recent Iberian blackout shows. While the final technical report is still pending, the episode has intensified debate about system inertia, intermittency and grid resilience during the energy transition.  

In Portugal, requests for grid connection from large data centers already exceed installed capacity, with an estimated €13 billion pipeline of investment through 2030. Digital transition and energy transition cannot be treated as separate agendas: AI competitiveness ultimately depends on credible, long-term energy policy choices.

Tiago’s essay calls for the necessary investment in grid reinforcement and modernization, and a renewed and rational reassessment of nuclear energy in Portugal — free from ideological taboos and grounded instead in security of supply, emissions reduction and cost predictability. In an environment where energy stability can convert directly into investment, the debate is no longer theoretical. It is strategic.

We’ll share a link to the full online version of Tiago’s essay as soon as it’s available.  

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Sócio da Gama Glória, Tiago Aires Mateus, publica artigo sobre política energética, IA e o debate nuclear

Em “Apagão, transição e tabu nuclear”, o Tiago defende que o acesso a eletricidade estável, segura e previsível está rapidamente a tornar-se uma condição estrutural para atrair investimento em infraestruturas impulsionadas pela IA. O artigo de opinião, publicado na edição impressa de fevereiro de 2026 da revista Advocatus, analisa como a política energética, a inteligência artificial e a resiliência do sistema se estão a consolidar como três vértices de um triângulo de interdependência estratégica.

Prevê-se que a procura global de eletricidade por parte dos data centers aumente de forma acentuada na próxima década, podendo duplicar até 2030 e acelerar ainda mais a partir daí. As grandes empresas tecnológicas já identificam a disponibilidade de energia como o principal bottleneck à escala da inteligência artificial. Por isso, os hyperscalers estão a apoiar cada vez mais tecnologias nucleares — em particular os Pequenos Reatores Modulares (SMR) — como parte de uma estratégia para assegurar produção de base fiável e com baixas emissões de carbono.

Ao mesmo tempo, as ambições europeias de liderança em IA desenvolvem-se num contexto de crescentes constrangimentos na rede elétrica, cujo tecido revela sinais de tensão — como demonstrou o recente apagão ibérico. Embora o relatório técnico final ainda esteja pendente, este episódio intensificou o debate sobre inércia do sistema, intermitência e resiliência da rede no quadro da transição energética.

Em Portugal, os pedidos de ligação à rede por parte de grandes data centers já ultrapassam a capacidade instalada, com um pipeline de investimento estimado em 13 mil milhões de euros até 2030. A transição digital e a transição energética não podem ser tratadas como agendas separadas: a competitividade em IA depende, em última instância, de escolhas credíveis e de longo prazo em matéria de política energética.

O ensaio do Tiago apela ao investimento necessário no reforço e na modernização da rede, bem como a uma reavaliação renovada e racional do papel da energia nuclear em Portugal — livre de tabus ideológicos e assente na segurança de abastecimento, na redução de emissões e na previsibilidade de custos. Num contexto em que a estabilidade energética pode converter-se diretamente em investimento, o debate deixou de ser teórico. É estratégico.

Partilharemos o link para a versão online integral do ensaio de Tiago assim que estiver disponível.

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